Pé Diabético
Diabetes pede atenção redobrada com os pés, sensibilidade, circulação e cuidado da pele e da unha precisam de vigilância. Cuidado contínuo, baseado em diretrizes IWGDF, em Vila Nova Conceição.
- Podóloga especializada
- Avaliação detalhada
Por que o pé do paciente com diabetes exige cuidado especial
O diabetes pode afetar gradualmente a sensibilidade e a circulação dos pés. Pequenas lesões, um corte, uma fissura, um calo mal cuidado, passam despercebidas e podem evoluir.
Por isso o cuidado podológico no diabetes é, antes de tudo, preventivo: rastreio do risco, manejo cuidadoso da pele e da unha, e educação para o autocuidado.
Sinais de alerta, quando procurar avaliação
- Diagnóstico de diabetes (tipo 1 ou tipo 2), há mais de 5 anos
- Perda de sensibilidade, formigamento ou dormência nos pés
- Pele ressecada, com fissuras ou calos espessos
- Unhas grossas, amareladas ou com sinais de micose
- Ferida que demora a cicatrizar
- Mudança da cor da pele ou da temperatura do pé
- Inchaço persistente, sem causa aparente
O que fazemos na avaliação
- Anamnese clínica, histórico, controle glicêmico recente, medicações
- Inspeção da pele e das unhas, buscando lesões, micose, alterações
- Rastreio de neuropatia, incluindo, quando indicado, teste do monofilamento
- Avaliação da circulação, palpação dos pulsos e sinais clínicos
- Manejo conservador, corte e lixamento seguro das unhas, redução cuidadosa de calosidades, hidratação
- Orientação domiciliar, autocuidado, calçado adequado, sinais para vigilar
- Plano de retorno, frequência conforme o seu nível de risco
Trabalhamos em parceria com a equipe médica. Quando há ferida ativa, infecção ou sinal de circulação comprometida, encaminhamos para a especialidade adequada (médico assistente, endocrinologista, vascular).
Frequência recomendada
- Risco baixo (sensibilidade preservada, sem alterações): a cada 4 a 6 meses
- Risco moderado (alterações iniciais de sensibilidade ou pele): a cada 2 a 3 meses
- Risco alto (perda de sensibilidade, deformidade ou histórico de úlcera): a cada 1 a 2 meses
A periodicidade é definida na avaliação inicial e revista conforme a evolução.
Cuidados diários em casa
- Inspecionar os pés todos os dias, incluindo entre os dedos e a sola (espelho ou ajuda de alguém)
- Lavar com água morna (não quente), secar bem entre os dedos
- Hidratar dorso e sola, evitar entre os dedos
- Cortar as unhas retas ou pedir ajuda, não fazer nada com lâmina em casa
- Não andar descalço, mesmo em casa
- Conferir o calçado antes de calçar (pedrinhas, costuras soltas)
- Calçado fechado, confortável, sem costura interna que machuque
Quer entender melhor a relação entre diabetes e cuidado dos pés? Veja nosso artigo em Dicas, Diabetes e saúde dos pés.
Perguntas frequentes
Posso cortar a unha em casa?
Se a sua sensibilidade está preservada e você enxerga bem, sim, sempre reto, sem cortar canto. Em qualquer dúvida, é mais seguro fazer com a podóloga.
Com que frequência devo vir?
Depende do seu risco. Sensibilidade preservada: a cada 4 a 6 meses. Risco moderado: 2 a 3 meses. Risco alto (histórico de úlcera): 1 a 2 meses. Definimos juntos.
Vocês trabalham com meu médico?
Sim. Cuidado podológico do pé diabético é parte de um plano multidisciplinar. Encaminhamos sempre que há sinal de infecção, ferida ou alteração circulatória.
Aparecer uma ferida, o que faço?
Não esperar a próxima consulta. Procurar atendimento médico imediato. Ferida em paciente diabético é urgência.
Atendem por convênio?
Não atendemos por convênio. Atendimento particular.
O cuidado do pé na diabetes é prevenção. Vigilância contínua e gestos simples, feitos com regularidade, evitam complicações sérias lá na frente.
Cuide do seu pé com critério clínico e protocolo internacional. Agende sua avaliação.
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